• Lis Haddad

Memórias de um Covil

Atualizado: 4 de ago. de 2020

À minha frente uma máquina de escrever e o papel vegetal escrito “Memórias de um Covil”. Atrás dois caderno empilhados. Entre eles uma grande folha de papel de seda dobrado em quatro e a cópia das minhas mãos espalmadas com suas hand/highways traçadas em vermelho.

Cento e noventa rúpias indianas, uma régua, meus óculos de grau que já não funcionam mais, potinhos com resto de velas – todas as velas que queimei para nós|sós. A espada de Sta Bárbara EPARREI OYÁ! Firme, constante, inabalável.

Da coroa original nasceram dois braços alinhados. Ambos dão as costas de sua palma e criam pilares portais. A sacerdotisa altiva entre duas colunas.

Há também três lâmpadas queimadas que ainda me servirão. Encostada na parede uma tela de serigrafia e nela gravadas três espadas, três palmas amarradas. As três espadas de Sta Bárbara & O três de espadas

Uma escova de dentes, dos dentes da máquina de escrever; é parte do kit, assim como as folhas de papel carbono.

Canetinhas lápis de cor lixa de unhas tinta acrílica fosca copo d’água vazio durex um baseado duas velas que queimam sincronizadas uma amarela uma azul palo santo livros de tarô, este caderno e minha mão direita.

Tudo numa mesa de sete palmos e meio, de onde vejo meu Covil.

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