• Lis Haddad

Untitled

Atualizado: 4 de ago. de 2020

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Ter contato com a obra de Vinu VV é mais um passo para entender a complexidade da Índia e perceber que a distância entre o ‘lá’ e o ‘aqui’ é bem menor do que o que a gente costuma imaginar.

Em fevereiro de 2019 tive a alegria gigante de visitar a Kochi-Muziris Biennale. O evento que sempre acontece em Kerala, sul do país, foi a oportunidade de enfiar o rabinho entre as pernas e admitir que mesmo depois de 2 anos trabalhando com design na Índia, eu sabia NADA sobre como os indianos usam a arte para falar de questões que nos assombram hoje.

Primeira porrada: o tema da edição. Numa tradução livre, ‘Possibilidades para uma vida não-alienada’. E aí meu bem, depois desse título, foi só arrebatamento.

A obra acima é de Vinu VV e se chama ‘Ocha’, que significa em Malayalam ‘Voz’. O artista nasceu em uma família dalit, os marginalizados do cruel sistema de castas indiano. A maioria de seus trabalhos abordam a estruturação social do país e as leituras contemporâneas sobre o assunto.

Os personagens e totens da instalação foram esculpidos em Odollam, conhecida como árvore suicida por causa de seus frutos venenosos. A violência ao pobre, à comunidade queer, à mulher, o racismo, o patriarcado; tá tudo ali. E aqui também.

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